A PALAVRA ESCRITA

Haiti: sinal para as nações
Data: 8 de Fevereiro de 2010

Zilda Arns, a conhecida líder católica, fundadora da Pastoral da Criança, perdeu sua vida no trágico terremoto do Haiti no dia 12 de janeiro de 2010. Junto com ela, milhares de haitianos tiveram a mesma sorte. Um país miserável desde suas origens, parece ter recebido um golpe de misericórdia. E muitas foram as opiniões a respeito do triste acontecimento, tanto para a morte de Zilda, como para a desgraceira que desabou sobre os pobres habitantes do país. E dentre elas, não faltaram explicações dadas por religiosos, que nem sempre se entendem a respeito da causa de eventos dessa ordem. Bem, o que podemos aprender com o terremoto do Haiti? Ora, somos crentes e seguidores de Jesus Cristo. Não é possível que não encontremos uma lógica para entender o ocorrido, sem cairmos em considerações do tipo “a vida é assim mesmo”, “morreram em missão”, “pagavam seus pecados”, “foi uma fatalidade” e outros conformismos.

O mundo tem sido atropelado diariamente por tragédias e desarranjos de toda natureza. Guerras, revoltas, violência, roubos, assassinatos, decadência moral, perversidade explícita, sexolatria, corrupção política, corrupção de costumes, além dos tormentos produzidos pelo clima. Ora, basta lembrarmos a história recente para entender que do ano 2000 para cá, o inferno parece estar querendo fazer morada no planeta. E é isso mesmo. O maligno subirá do abismo para atormentar a humanidade, conforme está escrito na Palavra de Deus. Os homens (vale também para os religiosos tradicionais), não têm muita noção dos graves desequilíbrios que estão se formando em todos os lugares. Pensam que se trata de manifestações localizadas. Na verdade o desequilíbrio vem como se fossem “bolhas”; manifestam-se aqui e acolá, mas vão se generalizando e esparramarão por todo o mundo, formando o clima do fim.

Todos os que ficaram atentos às notícias vindas do Haiti, tiveram a oportunidade de ver uma cena que chamou a atenção na televisão: diante da igreja onde Zilda Arns fazia uma palestra a religiosos de diversas vertentes, uma cruz mantinha no alto a imagem de Jesus Cristo, o crucificado. Depois do terremoto, o templo inteiro transformou-se numa montanha de entulhos, sob o qual jaziam os corpos da missionária e de muitos outros que de um modo ou outro; estavam ali em nome de Deus. Tudo veio abaixo, exceto a cruz com a figura do Cristo, como se quisesse dizer: “Olhem para mim. A vossa casa vai virar um monturo, se não atentarem para a minha cruz”.

Queria o SENHOR que tudo viesse abaixo sob a cabeça dos homens? Foi apenas um desses acidentes da natureza, produto de um mundo hostil, contra os quais, temos de lutar? Ao olharmos as Escrituras Sagradas podemos encontrar respostas intrigantes para tais acontecimentos. A Palavra de Deus diz que até os cabelos das nossas cabeças estão contados. Como podemos achar que uma tragédia como a do Haiti não tem o dedo de Deus? Evidente que sim. E, sejamos humildes o suficiente para aceitar que não sabemos de todas as coisas, nem todas as causas. O mundo jaz mergulhado no maligno e a única liberdade possível é proporcionada pelo Filho de Deus, nosso salvador Jesus Cristo. Quem não encontrou Cristo está envolto na escravidão do pecado e se o pecado reina, a morte idem. E a lei, é a força do pecado (I Cor 15:56). Logo, o mundo vive sob o império da lei e por isso as tragédias se multiplicam. A humanidade geme as dores de parto. Se os poderosos pensam que podem perpetuar sua condição de donos do mundo, que se preparem, pois seus dias estão contados.

No Evangelho segundo Lucas, Capítulo 3, versículo 4, Jesus faz um comentário sobre a torre de Siloé, que havia caído sobre dezoito homens. As pessoas achavam que eles eram pecadores diferentes dos que moravam em Jerusalém e por isso haviam perecido. O Senhor responde: “São pecadores, tantos os que pereceram, como os que moram em Jerusalém. E, se não vos arrependerdes dos vossos pecados, de igual modo morrereis”. Ora, está claro que não falava da morte física, mas da morte espiritual. Por isso, diante do Haiti (a nossa torre de Siloé), tenhamos a coragem de nos arrepender dos nossos pecados, porque de igual modo morreremos. Na verdade o mundo está sob o domínio do pecado e não se pode esperar para ele coisa diferente de tragédias e desgraças. Mas tudo segue de acordo com o propósito de Deus. Não fosse assim, o Sermão Profético não diria: “Haverá terremotos em vários lugares, fomes, pestilências e esfriamento do amor”.

Ninguém pode dizer que Zilda Arns e os demais missionários que lá estavam não praticavam o bem. Deus, que detém o poder sobre todas as coisas, possui planos que vão além dos nossos planos. “Meus pensamentos não são os seus pensamentos; meus caminhos, não são os seus caminhos” (Is 55:8), disse o SENHOR. Vamos nos preparar para viver tempos trabalhosos. Eventos com grande carga de sofrimento vão ocorrer em diversos lugares; o ambiente físico do planeta será alterado; o clima principalmente, com graves consequências para a vida cotidiana. Deus ajuntará o seu povo, que está espalhado entre as nações, a que chama “geração bendita e abençoada”, que herdará a terra e testificará os tempos do porvir. Revistamo-nos das armaduras da luz e sigamos confiantes e em vigília. Jesus é o nosso pastor e orientará o caminho.

A Palavra de Deus