A PALAVRA ESCRITA

A sublime natureza da fé
Data: 22 de Setembro de 2009

Não é novidade para ninguém, que em cada esquina das cidades enxameiam igrejas com as mais diferentes e por vezes esdrúxulas denominações. Uma mistura de protestantismo com catolicismo, pentecostalismo e outras vertentes religiosas, constitui a multidão de templos. Todos sabem também, que não são poucos os que abriram igrejas com interesses escusos, isso é, não vivem para a igreja, mas vivem da igreja. Desde grandes organizações, até pequenas instituições, foram abertas com o vivo interesse de amealhar recursos financeiros para os mais diferentes motivos.

Para os crentes sinceros, é desconfortável ver o nome de Jesus usado para fins nada espirituais, e muitas pessoas humildes sendo levadas a crer que devem fazer ofertas e pagar dízimos para as igrejas, como forma de receberem a atenção ou agradar a Deus. Como sempre, as pessoas são ludibriadas pelo pouco conhecimento das coisas. A situação política do país testifica que o povo, em sua simplicidade, mantém no poder bom número de homens desqualificados, que cuidam mais dos próprios interesses, do que dos interesses daqueles que os elegeram. Enfim, no ponto de vista humano, muitos anos se passariam para que este estado de coisas fosse modificado. Mas, não é assim com as coisas de Deus.

Quando escreve aos Felipenses (1:18), Paulo afirma que existia irmãos nas igrejas que pregavam Cristo por inveja e porfia, havendo quem o fizesse com desejo de prejudicar o seu ministério. Ele diz: "Mas, que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda". O Apóstolo parece profetizar para as igrejas do nosso tempo, onde Jesus também é pregado de todas as maneiras, não faltando quem prejudique, e muito, os crentes que têm abraçado a causa por amor ao Senhor. Mas, por qual motivo, Paulo parece não se importar ao dizer que mesmo com fingimento, o que importava era que Cristo fosse anunciado? A razão é simples: a fé daquele que crê, faz com que ele entre em comunhão com Deus, sem depender de quem anuncia.

É evidente que ninguém em sã consciência iria dizer que qualquer celerado pode sair pelo mundo anunciando Cristo, ou brincando com as coisas celestiais. Sigamos o princípio de que o homem de Deus deve ser instruído nas Escrituras e pelas Escrituras, credenciando-se pelo Espírito Santo, para a realização das boas obras, ou seja, as obras da fé. Mas, diante de tantas estultices, que se faz em nome de Jesus, sejamos confortados ao saber que não estamos diante de uma situação nova. Paulo, num universo mais limitado, viveu a mesma experiência de desapontamento, vendo o nome de Cristo ser anunciado com fingimento.

O batismo do Espírito, que vem pela Palavra de Deus, não depende de quem o ministra, mas do coração daquele que o recebe. Se o coração do crente é sincero e na igreja ele busca a salvação, tendo fé em Jesus Cristo, ele é justificado; não importa quem é o pregador, as intenções do seu coração ou a igreja a que pertença. O crente será salvo, ou receberá a bênção de Deus, por causa da sua fé. Esta é a sublime natureza da fé, quando por si mesma, estabelece o laço entre o crente e Deus, tendo como único intermediário Jesus Cristo. Portanto, mesmo diante dos desmandos, feitos em nome do nosso Salvador; estejamos confiantes. Afinal, diante da fé, nem tudo está perdido.

A Palavra de Deus